Organización Panamericana de la Salud
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Servir a nossos povos esperançosos e lutadores que aspiram a melhores condições de vida e de saúde é a razão de nossos esforços

27.a CONFERÊNCIA SANITÁRIA PAN-AMERICANA
59.a SESSÃO DO COMITÊ REGIONAL

...Orgulhosa herdeira de uma inestimável e mais que centenária tradição em prol da saúde pública, a OPAS do século XXI continuará forjando um novo modelo de ação coletiva para servir aos povos da Região...

Washington D.C.
Octubre 3, 2007.
Discurso de Aceptación

Senhoras e senhores:

Agradeço profunda e sinceramente esta expressão de firme apoio e a altíssima honra que me acabam de conferir.

Interpreto isso como uma expressão de confiança pessoal e de aprovação pelos esforços de todos e cada um dos membros da grande equipe de trabalho da Organização que tenho a honra de dirigir. O apoio, compromisso, capacidade, vocação e ética de serviço público de todos e todas as integrantes da equipe da OPAS foram, e continuarão sendo, a força vital imprescindível para enfrentar os desafios que se apresentam à saúde pública de nossa época.

Tenho plena consciência de que este voto de confiança implica uma enorme responsabilidade. Com humildade e dedicação absoluta, contando com o apoio irrestrito que todos vocês e os sócios e aliados do desenvolvimento sanitário me ofereceram, continuarei impulsionando a nobre missão da OPAS em prol da saúde pública na Região. Confio plenamente em que nosso esforço conjunto fará com que a OPAS, esta jovem centenária e exemplar, continue desempenhando um papel essencial para o bem-estar de todos os povos das Américas.

Servir a nossos povos esperançosos e lutadores que aspiram a melhores condições de vida e de saúde é, ao fim e ao cabo, a razão última de nossos esforços. É a razão pela qual me aproximei da saúde pública a partir da clínica e da epidemiologia das doenças transmissíveis, servindo ao ministério da saúde de meu país, e depois me interessei em unir-me à Organização. É a vocação para a qual sempre contei com o sacrifício e apoio vital da minha família. É o motivo pelo qual vocês, queridos colegas e respeitados ministros e ministras, dedicam ingentes esforços para superar os desafios sanitários.

Hoje, me sinto também particularmente emocionada ao ver que cada vez nós mulheres temos mais oportunidades de servir nos cargos de decisão. Isto demonstra que os compromissos expressados pelos Estados Membros, pela OPAS, OMS e todo o sistema das Nações Unidas com a equidade de gênero podem tornar-se realidade. Temos uma Diretora Geral na OMS, a metade das Representações nos países está ocupada por mulheres e contamos com 13 Ministras da Saúde.

Permitam-me um reconhecimento especial à doutora Margaret Chan, cuja capacidade, dinamismo e compromisso com os mais necessitados são motivo de orgulho para a grande família da OMS. Também gostaria de fazer uma menção muito especial a um dileto amigo cujo humanismo, vocação de serviço e contagiosa bonomia levo sempre em meu coração, como está no de todos vocês: o doutor Lee Jong-wook.

Cinco anos atrás assinalei que, no contexto de globalização e crescente integração que vivemos, me propus a trabalhar para enfocar a cooperação técnica em resposta às necessidades dos países, para impulsionar uma maior equidade e para ampliar a participação de todos os atores, a fim de promover e obter uma saúde para todos. Não recuamos nesse empenho e, graças ao extraordinário esforço da equipe de trabalho da Organização, hoje podemos dizer com orgulho que, embora algumas áreas precisem de reforço, avançamos significativamente em todos os aspectos fundamentais.

Alguns marcos são a adoção da Política do Orçamento Regional por Programas, a identificação de países prioritários e o combate ao HIV-AIDS no Caribe e no resto da Região, que nos permitiu cumprir as metas regionais da Iniciativa 3x5. A reorganização do Escritório de Coordenação de Programas do Caribe, a criação do Escritório de Coordenação para os Países do Caribe Oriental e o recente estabelecimento de quatro Escritórios de Programas em Anguilla, Antígua e Barbuda, Dominica e Granada estabeleceram pela primeira vez uma presença permanente da Organização nos Estados Membros menores.

Desenvolvemos essas ações para aumentar nossa capacidade de responder às necessidades específicas dos países. Estou consciente de que há que seguir construindo sobre os avanços nesta área para assegurar o impacto nos indicadores e resultados de saúde. Devemos trabalhar para que a diminuição de quase 30% na mortalidade por HIV-AIDS no Caribe, obtida com o uso de terapias anti-retrovirais, se veja acompanhada por um avanço da prevenção para reduzir as taxas de infecção; e também há que aprofundar a cooperação técnica com os países prioritários.

Para que não me esquecesse dos mais necessitados da saúde, Don Mario, um cacique chorote de minha pátria, me deu antes da minha eleição uma fita e a renovou depois, como se faz com os compromissos duradouros. Não me esqueci, nem o farei. Impulsionar maior equidade em todos os âmbitos tem sido a orientação essencial de meu trabalho sempre e em todo lugar.

Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio constituem o propósito maior na busca de equidade e no combate à desigualdade. Estamos na metade do caminho e devemos multiplicar nossos esforços para que as metas sanitárias ali estabelecidas, em particular a redução da mortalidade materna infantile e a eliminação da desnutrição crônica, sejam alcançadas e se tornem realidade palpável para as mulheres e crianças mais esquecidas e excluídas.

Os que lutam contra a exclusão social devem ver além das médias, pois estas podem exercer uma tirania que torna invisíveis os mais necessitados. Torná-los visíveis, notoriamente visíveis, dar-lhes poder e estimular políticas e programas inclusivos, que propiciem equidade, é o propósito da iniciativa "Vozes, Rostos e Lugares". Continuaremos impulsionando decididamente a ação comunitária, contando com o entusiasta apoio dado pelos Estados Membros participantes e pelas agências irmãs das Nações Unidas e do sistema interamericano.

A Região começou a reduzir a pobreza nos últimos cinco anos; quase 20 milhões de pessoas conseguiram sair da pobreza. Nisso incidiu o crescimento econômico, mas também as políticas sociais ambiciosas e bem formuladas pelos países. Mesmo assim, não estamos nos níveis dos anos 80. Devemos aproveitar essas favoráveis circunstâncias com novas intervenções de políticas sociais integrais, em especial com relação à gratuidade e garantia da atenção materno-infantil. Só assim conseguiremos alcançar as metas do milênio mais difíceis.

Ampliar a participação a todos os atores da saúde pública, para propiciar uma ação coletiva sinérgica e sincrônica, a boa gestão e o uso da informação e do conhecimento científico e das melhores práticas, foi meu desvelo. A recente Reunião de Cúpula de Chefes de Estado do Caribe, realizada em Trinidad e Tobago para abordar o combate às doenças não transmissíveis, que constituiu uma novidade no nível regional e mundial, o trabalho das redes ibero-americanas e as ações desenvolvidas para impulsionar a ratificação do Convênio Básico contra o Tabaco, são alguns exemplos, entre muitos, deste enfoque.

As boas idéias têm a virtude de serem contagiosas, em especial as que se inspiram na saúde, como o demonstra a Semana de Vacinação das Américas. A quinta edição chegou a 55 milhões de meninas, meninos, adolescentes, adultos e idosos, e inspirou esforços similares em outras regiões. O combate ao sarampo, que se iniciou na Sub-Região Andina e depois se estendeu ao Caribe e a toda a Região, transcendeu nosso hemisfério e no continente africano chegou a cobrir 65 por cento da meta.

Promover saúde para todos é a estrela que nos guia e nos convoca. Emociona-me o renovado impulso que a região gerou com a Atenção Primária à Saúde. A reunião internacional Buenos Aires 30/15, da qual muitos dos aqui presentes tivemos o privilégio de participar, conseguiu efetivamente dar um impulso poderoso ao processo global liderado pela Dra. Chan. Graças à visão do Ministro da Saúde e do Governo da Argentina, fomos testemunhas emocionados da passagem da tocha dos pioneiros de Alma Ata às novas gerações de profissionais médicos e não médicos, praticantes gerais, familiares, comunitários, sanitaristas de ação e de vocação.

Tornar realidade a saúde para todos continua demandando mais e maiores alianças, ganhar novos atores para a causa da saúde pública e mantê-la como um eixo central da agenda política, como um indicador do desempenho dos Estados. Para esta tarefa, os grandes resultados alcançados, às vezes sem poder avançar, e só tratando de sustentar os resultados como mecanismos de proteção nas periódicas e freqüentes crises, para evitar maiores danos, nos servem de incentivo e inspiração para continuar forjando a grande equipe de trabalho pela saúde das Américas.

Acabo de visitar Villa Centenario em El Salvador e Jeremie no Haiti e posso lhes assegurar que há mudanças profundas e positivas nas condições de vida dessas comunidades; suas crianças e jovens, seus líderes, nos inspiram e nos exigem mais e mais rápidas respostas.

Orgulhosa herdeira de uma inestimável e mais que centenária tradição em prol da saúde pública, a OPAS do século XXI continuará forjando um novo modelo de ação coletiva para servir aos povos da Região. Para isso, aprofundaremos o desenvolvimento de uma gerência baseada na obtenção de resultados e consolidaremos dentro da cultura institucional instrumentos de colaboração e trabalho interprogramático.

Senhoras Ministras, Senhores Ministros, Delegados, sócios e aliados, companheiras e companheiros da OPAS, os resultados que alcançamos e os desafios que enfrentamos nos recordam que compartilhamos a mais bela das missões, servir a nossos semelhantes, a nossas irmãs e irmãos de todas as Américas, promovendo mais e melhor saúde pública para todos para estender a vida, reduzir as doenças, a dor e o sofrimento e assegurar uma vida digna e produtiva para todos os habitantes destas terras.

Conto com uma extraordinária equipe de trabalho, capaz, experiente e comprometida com sua missão. Consolidamos nossos recursos financeiros. Temos clareza de objetivos e o apoio irrestrito dos Estados Membros.

É por isso que me sinto comovida no plano pessoal por seu generoso apoio, mas tenho também a confiança de que saberemos responder às suas expectativas e às necessidades dos povos da Região. Agradeço e aceito a responsabilidade e a honra que me conferiram e, assim como fiz nos últimos cinco anos, tenham a plena segurança de que me dedicarei por completo e com o máximo de minhas capacidades a cumprir essa sagrada missão.

Muito obrigada.

Mirta Roses Periago

Galeria de Fotos da cerimônia de aceitação


Para más información, contactar Diaz, Eng. Katia(WDC), Director's Office Web Master.